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06 de Fevereiro de 2007 Turismo: vale apostar em uma viagem de ônibus?

Está cada vez mais fácil viajar de avião durante as férias, principalmente pelas promoções que tornam o valor da passagem bastante acessível aos apreciadores de deslocamentos rápidos. Por isso, o ônibus, como meio de transporte para passeios turísticos, começa a perder espaço. No entanto, alguns não abrem mão de fazer desse meio de transporte. É o caso, por exemplo, do cerro-larguense José Theobald que integrou o grupo que viajou durante 15 dias - de 12 a 26 de janeiro – para conhecer as ruínas de Machu Picchu, localizadas próximas à Cuzco, no Peru. “É muito melhor de ônibus, pois o ideal é conhecer diversos ambientes, o que não é possível com avião. Além disso, como tenho 1 metro e 92 centímetros de altura a acomodação no avião é um problema”, brincou Zeca Theobald, que já planeja uma viagem para a Patagônia, também de ônibus.

A viagem para Machu Picchu foi organizada pelo professor de História da URI, Lozandro Tedeschi, de Santo Ângelo, inicialmente, para os estudantes do curso e formandos de 2007. Mas outros interessados foram aparecendo e formou-se um grupo de 40 pessoas que tinham em comum o desejo de conhecer parte das ruínas do império inca que existiu do ano de 1.200 até 1.532, quando os espanhóis, liderados por Francisco Pizarro, invadiram Cuzco, que era a capital do império. No grupo aventureiro, 11 cerro-larguenses que aceitaram o desafio de passar 15 dias viajando de ônibus pela Argentina, Chile e Peru, até chegar em Machu Picchu, que na língua quéchua, falada pelos imperadores incas, significa Montanha Velha.

Mas será que valeu a pena viajar tanto tempo? Para o casal Ademar e Neusa Scheid a viagem foi encantadora por mostrar diferentes paisagens, encharcados, desertos, montanhas, cordilheiras, vales, salinas. “Ao longo da viagem diferentes emoções: admiração, surpresas, cansaço, mal-estar, causado pela altitude, enjôos com as variações gastronômicas e climáticas. Mas tudo vale a pena por que as baterias voltam recarregadas ao se conhecer Machu Picchu”, explicou Neusa Scheid. “Já fiz dezenas de viagens turísticas de ônibus e recomendo”, acrescentou Ademar Scheid. Este também foi o sentimento de Marlene Theobald e Marlene Both, ao ressaltarem que viagem foi além de todas as expectativas, pois conheceram Machu Picchu e ainda puderam observar cenas do dia-a-dia de três países.

“Paciência, muita, muita paciência”, assim orientou o guia da viagem, Ariel Beck, da empresa Golden Travel, de Santo Ângelo, ao detalhar o roteiro da viagem, pois administrar 40 pessoas em um ônibus, aduanas e hotéis não é nada fácil. E quem entra no espírito da viagem, de muita paciência, tem como recompensa a possibilidade de conhecer paisagens maravilhosas e manter contato com pessoas simpáticas e alegres. A viagem começa pela Argentina a partir da aduana de São Borja, que é bastante ágil, passando por diversos municípios argentinos, com paisagens bastante distintas, entre elas Corrientes, cidade universitária com 450 mil habitantes. Aliás, o que mais chama atenção em Corrientes é o rio Paraná, que circunda a cidade, e também uma praça em homenagem aos soldados argentinos que lutaram na Guerra das Malvinas (1982). Do outro lado do rio Paraná inicia a região do Chaco argentino até a cidade de San Salvador de Jujuy. É a partir de Jujuy, com uma altitude de 1.800 metros, que começam os preparativos para o grupo enfrentar as diferentes altitudes das Cordilheiras dos Andes, na travessia Argentina para o Chile. Já no café da manhã, em Jujuy, é oferecido chá de coca, para ajudar os viajantes a enfrentarem os efeitos da altitude que, em alguns pontos, supera os 4 mil metros, provocando enjôos, mal-estar e vômitos. E durante toda a viagem são tomados litros e mais litros que chá de coca.

Mas a altitude não foi problema para Mauro Both, outro cerro-larguense, que não perdeu o bom-humor em nenhum momento da viagem, e aposta em viagens de ônibus para passeios longos. “Vale todo o desgaste que se passa”, garantiu ele, explicando que foi fantástico conhecer Machu Picchu, além das inúmeras cidades que se atravessou para chegar até o Peru. Também Egon e Ilse Uhmann não se deixaram abater pelas mudanças bruscas de temperatura, altitude e as burocracias das aduanas. Viajantes veteranos eles procuram sempre optar por ônibus para as viagens, apesar das dificuldades encontradas, exatamente pela possibilidade de conhecer locais diferentes.

A etapa seguinte é a aduana chilena em Arica, cidade litorânea (oceano pacífico) bastante simpática, com 200 mil habitantes, onde a população entende com facilidade o português. A vistoria é rigorosa, pois os chilenos não admitem a entrada de produtos que coloquem em risco a sanidade dos produtos animais e vegetais. Quem traz algum produto que possa prejudicar a produção agrícola do Chile tem o produto apreendido e leva uma multa de mais de 5 mil dólares. São muitas as paisagens, mas o ponto alto, que faz o viajante achar que está participando de algum filme do velho oeste norte-americano é o deserto de Atacama, que começa na Argentina, passa pelo Chile e termina no Peru. São 200 quilômetro de sol forte, poeira, cactus e vento frio. São raras as cidades e vilas encravadas no deserto, mas a paisagem, belíssima, é composta também de montanhas, oásis e planícies, até a última cidade chilena que é San Pedro de Atacama.

Do lado peruano está a aduana em Tacna, por onde se passa rapidamente em direção a cidade de Puno, que mostra influência da civilização Inca. Até chegar em Puno, o viajante passa por cordilheiras cobertas com neve, observa cidades com desenvolvimento industrial, extração mineral, pastoreio de ovelhas e lhamas, além de grandes áreas de deserto, com eventuais oásis. As casa e cercas nesses locais, na maioria, são de pedras, e é comum ver os andinos sentados à beira das rodovias, observando tranquilamente a paisagem. É ao noroeste de Puno que fica o Lago Titicaca, que, com 3.800 metros de profundidade, tem 40 ilhas flu-tuantes distribuídas nos 8.300 quilômetros quadrados, e faz fronteira entre o Peru e a Bolívia.

Além da beleza arquitetônica de Machu Picchu, a pobreza de algumas cidades no longo trajeto, nos três países, foi o que mais chamou a atenção de Cristilde Wenzel, outra cerro-larguense integrante do grupo. Segundo ela, “é chocante a beleza da natureza em contraste com a pobreza e sujeira de algumas cidades”. A pobreza das pessoas, em alguns lugares do Peru, também surpreendeu Ilse Uhmann e Marlene Both, que não esperavam ver tantos vilarejos carentes de infra-estrutura mínima.

Mas, finalmente, o ponto máximo da viagem: a cidade perdida de Machu Picchu, na província de Urubamba, uma das centenas de localidades incas. O império inca, que abrangia todo o Peru e parte do Equador, Bolívia Colômbia, Chile e Argentina, em 1532, quando iniciou o fim do império, tinha uma população de 12 milhões de habitantes que falavam mais de 700 dialetos. A capital do império era na atual Cuzco, que na língua dos imperadores incas, o quéchua, significa umbigo do mundo. Para conseguir visitar todas as fascinantes localidades incas, só no Peru, o turista teria que permanecer no país, no mínimo, 30 dias. Isso sem falar na própria cidade de Cuzco com 14 igrejas, incluindo a catedral toda revestida, na parte interna, de ouro, 7 museus, além dos locais de venda do artesanato inca e peruano.

O surpreendente comportamento da mais nova integrante do grupo Maiara Both, 12 anos, filha de Mauro e Marlene Both mostrou outra grande vantagem de uma viagem longa de ônibus. No início do passeio, estava bastante reservada, mas em uma semana começou a se interessar pelas moedas dos países – peso argentino, peso chileno e sol peruano – e passou a comprar produtos e discutir preços, nas feiras e restaurantes, como se fosse uma experiente negociadora, lidando com muita tranqüilidade com as diferentes moedas e respectivos valores.



Fonte: Jornalista Rosângela Zorzo


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01.04.2008 de Redação
para Internautas
Nas últimas semanas enfrentamos problemas técnicos, já superados, que estavam impedindo a atualização do site. Agora estaremos atualizando-o pelo menos uma vez por semana. Obrigado pela compreensão.
Cerro Largo-RS
29.03.2008 de ELCIO
para FOLHA DA PRODUCAO
EU SAI DE CERRO LARGO A 3 ANOS ESTOU VIVENDO EM MORRO REUTER E ESTOU GOSTANDO DAQUI E TENHO MUITA SAUDADE DE LA E DOS MEUS AMIGO
MORRO REUTER-RS
24.03.2008 de julio mello
para blogdofranqui.zip.net
Já que vcs são parceiros eu pergunto como posso deixar algumas noticias da Assaf de Santa Cruz? Aguardo retorno um abraço
santa cruz do sul -RS
14.03.2008 de JAIRO BEAL
para BLOG DO FRANQUI
SOU DE SANTA ROSA E ESTOU JOGANDO FUTSAL NA ITALIA ACOMPANHO SEMPRE SEU SITE FUI CAMPEAO DA TACA NOROESTE DE FUTSAL PELA VDR UM ABRACO JAIRO BEAL O SITE DO TIME E WWW.CANUSIUMCALCIOA5.IT SE POSSIVEL COLOQUE ALGUMA REPORTAGEM UM ABRACO JAIRO BEAL
CANOSA ITALIA-RS
18.02.2008 de Jair Francisco Finger
para Direção da (ACLE)
Quero Parabenizar a diretoria da (ACLE) pelo esforço em confirmar a partipação no Estadual..Muito bom para minha bela Cerro Largo...acompanho sempre..Jair Finger....Foripa...Florianópolis..SC.....
Cerro Largo-RS
18.02.2008 de Pedro Henrique
para leitores
Acho válida a mobilização da cidade em tentar manter-se nas competições de FUTSAL para este ano de 2008 (referente notícia veiculada no site da folha da produção). Cabe porém perguntar: " O que está sendo feito pelo poder público e empresas locais para "forçar" de vez a vinda da Universidade Federal para Cerro Largo?????? Será que esta mesma energia está sendo dispendida para rebater os argumentos das cidades concorrentes que querem impugnar a escolha de Cerro largo??????? "
Creio que esta oportunidade não deverá ser desperdiçada, e que, tomara, seja realmente a universidade uma propulsora do desenvolvimento local e regional.
É hora de pensar grande, acreditar em nossa cidade, investir no desenvolvimento.
Não podemos perder esta chance, que talvez será única na história da existência de Cerro Largo. Talvez com a vinda da Universidade, a cidade ofereça condições para os cerrolarguenses que queiram voltar para seu chão.
porto alegre-RS