Reportagens

24 de Novembro de 2007 Bióloga cerro-larguense preserva animais utilizando a taxidermia

Kássia mostra a conservação de um rato feito no laboratório

Preservar animais é a paixão da bióloga cerro-larguense Kássia Willmann. Aos 23 anos, ela é adepta da taxidermia, um procedimento cujo objetivo é reconstituir as características físicas de um animal morto e, por vezes, simular seu habitat. É uma técnica que atende a diferentes públicos, como donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, criadouros de animais comerciais, bem como museus de história natural, entidades conservacionistas, zoológicos, universidades e mais recentemente o teatro e a televisão. Exercido por biólogos, a técnica envolve conhecimentos de diversas áreas, como química, anatomia, comportamento, ecologia e artes plásticas, e é aplicada somente em animais vertebrados. Seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 A.C.

O interesse de Kássia por esta arte surgiu por acaso. No final de 2006, recém formada pela URI-Santo Ângelo, ela foi convidada por uma professora e três ex-colegas para participar de um curso de taxidermia na universidade. Ainda que receosa, ela enfrentou o desafio e em dois dias de atividades com o grupo ela conseguiu taxidermizar um rato. “No início tive um certo nojo, mas depois achei interessante”, conta. A partir daí, o gosto de recriar o corpo de animais que lhe chegavam às mãos só fez crescer. Dois dias após o curso, a morte de um gato na vizinhança lhe deu a chance de experimentar sozinha o procedimento. “Foi difícil e o resultado não foi satisfatório”, revela. Com a prática, porém, e a ajuda de pessoas que encontraram e lhe cederam animais mortos, a bióloga conseguiu preservar espécies diferenciadas, como um preá, dois filhotes de tubarão, um marreco e até um tamanduá.

Kássia explica que o procedimento, além de conhecimentos, exige muita paciência. O primeiro passo é medir a cabeça, o tronco e os membros do animal para que a reconstituição fique perfeita. Depois, é recomendável congelar o animal para que saia pouco sangue na hora da retirada dos órgãos internos. O corte é feito de uma vez só e exige destreza no bisturi. A tarefa següinte é a limpeza da cabeça, com a remoção do cérebro e dos olhos, que serão substituídos por olhos artificiais. Ao término da operação, resta apenas o pêlo do animal, no qual é aplicada uma solução química que irá conservá-lo. A etapa final é feita após o material permanecer mais 24h na geladeira. “É colocado um arame com as mesmas dimensões do animal para dar sustentação ao trabalho de preenchimento com estopa”, diz a bióloga. O preenchimento é a parte mais demorada e importante do processo. Para que a taxidermia fique perfeita, a estopa é colocada em pequenas bolinhas evitando deformações. Com tudo pronto, ainda resta costurar com cuidado e injetar formol, única forma de conservar o modelo enrijecido.

Apesar de gostar do que faz, Kássia tem cuidado ao estimular a atividade. “Este trabalho exige, principalmente, ética, não se pode matar animais para esse fim”, lembra a bióloga. A maior dificuldade para ela é justamente esta – encontrar a matéria-prima para seus trabalhos. “Sempre encontro colaboradores, pessoas que trazem animais ou avisam que encontraram algum morto”, conta. Para Kássia, a taxidermia é uma oportunidade de contribuir para o conhecimento das futuras gerações. “Gostaria de doar meu trabalho a um museu para que outras pessoas possam conhecer espécies pouco vistas, como é o caso do tamanduá”, destaca a bióloga que está expondo o animal na Biblioteca Municipal. O modelo deve ficar lá até o final do ano.



Fonte: Silvia Dewes


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Recados


01.04.2008 de Redação
para Internautas
Nas últimas semanas enfrentamos problemas técnicos, já superados, que estavam impedindo a atualização do site. Agora estaremos atualizando-o pelo menos uma vez por semana. Obrigado pela compreensão.
Cerro Largo-RS
29.03.2008 de ELCIO
para FOLHA DA PRODUCAO
EU SAI DE CERRO LARGO A 3 ANOS ESTOU VIVENDO EM MORRO REUTER E ESTOU GOSTANDO DAQUI E TENHO MUITA SAUDADE DE LA E DOS MEUS AMIGO
MORRO REUTER-RS
24.03.2008 de julio mello
para blogdofranqui.zip.net
Já que vcs são parceiros eu pergunto como posso deixar algumas noticias da Assaf de Santa Cruz? Aguardo retorno um abraço
santa cruz do sul -RS
14.03.2008 de JAIRO BEAL
para BLOG DO FRANQUI
SOU DE SANTA ROSA E ESTOU JOGANDO FUTSAL NA ITALIA ACOMPANHO SEMPRE SEU SITE FUI CAMPEAO DA TACA NOROESTE DE FUTSAL PELA VDR UM ABRACO JAIRO BEAL O SITE DO TIME E WWW.CANUSIUMCALCIOA5.IT SE POSSIVEL COLOQUE ALGUMA REPORTAGEM UM ABRACO JAIRO BEAL
CANOSA ITALIA-RS
18.02.2008 de Jair Francisco Finger
para Direção da (ACLE)
Quero Parabenizar a diretoria da (ACLE) pelo esforço em confirmar a partipação no Estadual..Muito bom para minha bela Cerro Largo...acompanho sempre..Jair Finger....Foripa...Florianópolis..SC.....
Cerro Largo-RS
18.02.2008 de Pedro Henrique
para leitores
Acho válida a mobilização da cidade em tentar manter-se nas competições de FUTSAL para este ano de 2008 (referente notícia veiculada no site da folha da produção). Cabe porém perguntar: " O que está sendo feito pelo poder público e empresas locais para "forçar" de vez a vinda da Universidade Federal para Cerro Largo?????? Será que esta mesma energia está sendo dispendida para rebater os argumentos das cidades concorrentes que querem impugnar a escolha de Cerro largo??????? "
Creio que esta oportunidade não deverá ser desperdiçada, e que, tomara, seja realmente a universidade uma propulsora do desenvolvimento local e regional.
É hora de pensar grande, acreditar em nossa cidade, investir no desenvolvimento.
Não podemos perder esta chance, que talvez será única na história da existência de Cerro Largo. Talvez com a vinda da Universidade, a cidade ofereça condições para os cerrolarguenses que queiram voltar para seu chão.
porto alegre-RS