Reportagens

12 de Janeiro de 2007 A outra face do Paraguai

Uma vista de San Alberto

Excetuando-se os moradores de Ciudad del Este e de algumas outras cidades, o povo residente no Paraguai vive como nós, brasileiros: moram, trabalham, plantam, se divertem, têm filhos. E grande parte vive muito bem. Ao entrar no país vizinho, há uma grande extensão de terra habitada praticamente por brasileiros, gaúchos principalmente.

São agricultores, granjeiros, comerciantes, empresários, que foram para lá em busca de vida melhor ou então para ficar mais próximo de parentes e se estabeleceram por lá. Falam português com muito mais freqüência do que o espanhol, escrevem em português nos seus estabelecimentos comerciais, empregam brasileiros e paraguaios, escutam músicas brasileiras, assistem a canais de televisão do Brasil e torcem para Grêmio ou Inter. A moeda de troca, assim como o guarani, é o real e o dólar.

FACILIDADES - E, como no Brasil, o moderno anda junto com o antigo: televisão a cabo de fácil acesso ao lado da internet apenas chegando, lançamentos em celulares ao lado da precária linha de telefone, veículos novos e recém-lançados ao lado de automóveis e motos antigos.

A economia é voltada para a agricultura, até porque o solo é muito produtivo e os brasileiros que estão lá foram para trabalhar, principalmente no plantio de soja, milho e trigo. Quanto à educação, há o básico, assim como faculdades de fácil acesso a moradores e estrangeiros. Em relação aos serviços de saúde públicos, é discutível, como em qualquer lugar.

SEGURANÇA - A segurança é relativa: em algumas cidades, a índole do povo não é roubar, e sim trabalhar. Portanto, cada um cuida de si. A polícia não é das mais respeitadas, como em muitos lugares, e assim é com as leis de trânsito. É comum ver motoqueiros sem capacete, sem carteira, menores dirigindo até na frente da polícia. Só que estes últimos estão preocupados mesmo em combater o tráfico de drogas e armas e parece que não ligam para essas coisas “insignificantes”.

MARCAS - Assim como aqui e na maioria dos países, no Paraguai os produtos de empresas multinacionais fazem parte da lista de consumo das pessoas. Estão lá a Nestlé, Coca-Cola, Arcor, Arisco, Ipê, Lacta, Kaiser, Brahma, entre outras marcas, fáceis de encontrar nas prateleiras de supermercados. Postos de combustível é a mesma coisa, com Esso, Texaco, Shell, entre outros.

Os eletrodomésticos utilizados pelo pessoal são os mesmos daqui, como Philips, LG, Semp, Sony, Eletrolux, Cônsul, só para citar alguns. É costume os brasileiros falarem que no Paraguai somente há porcarias, mas como em todo lugar, há o bom e caro e o ruim e barato. É só saber escolher.

LAZER - Ao contrário do que acontece em Cerro Largo, de o pessoal sair por sair mesmo, os brasileiros que moram no Paraguai saem mesmo é para comer e beber. Uma cultura que se adquiriu nesse local, de trabalhar o dia inteiro e de noite ter o merecido descanso nas lanchonetes e restaurantes. Outro costume interessante é o de tomar tererê o dia inteiro ou na mesma freqüência que nós, gaúchos, tomamos chimarrão. Nas prateleiras do mercado há várias marcas de erva de tererê e somente uma ou duas de chimarrão, assim como aqui há várias marcas de erva de chimarrão e somente uma ou outra de tererê.

ANÁLISE - É importante mostrar para os brasileiros essas características, para analisarem bem e não falarem mal do nosso país vizinho sem conhecê-lo de perto. A maioria somente tem a impressão superficial do país, por ter ido apenas a Ciudad del Este, que, é claro, também tem seu lado positivo, como concentrar, em alguns quilômetros filiais de empresas estrangeiras, algumas brasileiras, que abastecem os brasileiros donos de comércio nos outros municípios, como San Alberto, Santa Rita, Santa Rosa, Cerro Largo, Esquina Gaúcha, Katueté, Naranjal, Iruña, Nueva Esperanza e outros mais, habitados por brasileiros.

Em suma, marginalidade, falta de trabalho, falta de empenho, falta de vergonha e de seriedade são coisas inerentes ao ser humano, dependendo de sua cultura, educação e, principalmente, opção de vida. Temos isso e muito mais em qualquer parte, sem precisar passar pela fronteira.



Fonte: Tiarajú Goldschmidt


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Recados


01.04.2008 de Redação
para Internautas
Nas últimas semanas enfrentamos problemas técnicos, já superados, que estavam impedindo a atualização do site. Agora estaremos atualizando-o pelo menos uma vez por semana. Obrigado pela compreensão.
Cerro Largo-RS
29.03.2008 de ELCIO
para FOLHA DA PRODUCAO
EU SAI DE CERRO LARGO A 3 ANOS ESTOU VIVENDO EM MORRO REUTER E ESTOU GOSTANDO DAQUI E TENHO MUITA SAUDADE DE LA E DOS MEUS AMIGO
MORRO REUTER-RS
24.03.2008 de julio mello
para blogdofranqui.zip.net
Já que vcs são parceiros eu pergunto como posso deixar algumas noticias da Assaf de Santa Cruz? Aguardo retorno um abraço
santa cruz do sul -RS
14.03.2008 de JAIRO BEAL
para BLOG DO FRANQUI
SOU DE SANTA ROSA E ESTOU JOGANDO FUTSAL NA ITALIA ACOMPANHO SEMPRE SEU SITE FUI CAMPEAO DA TACA NOROESTE DE FUTSAL PELA VDR UM ABRACO JAIRO BEAL O SITE DO TIME E WWW.CANUSIUMCALCIOA5.IT SE POSSIVEL COLOQUE ALGUMA REPORTAGEM UM ABRACO JAIRO BEAL
CANOSA ITALIA-RS
18.02.2008 de Jair Francisco Finger
para Direção da (ACLE)
Quero Parabenizar a diretoria da (ACLE) pelo esforço em confirmar a partipação no Estadual..Muito bom para minha bela Cerro Largo...acompanho sempre..Jair Finger....Foripa...Florianópolis..SC.....
Cerro Largo-RS
18.02.2008 de Pedro Henrique
para leitores
Acho válida a mobilização da cidade em tentar manter-se nas competições de FUTSAL para este ano de 2008 (referente notícia veiculada no site da folha da produção). Cabe porém perguntar: " O que está sendo feito pelo poder público e empresas locais para "forçar" de vez a vinda da Universidade Federal para Cerro Largo?????? Será que esta mesma energia está sendo dispendida para rebater os argumentos das cidades concorrentes que querem impugnar a escolha de Cerro largo??????? "
Creio que esta oportunidade não deverá ser desperdiçada, e que, tomara, seja realmente a universidade uma propulsora do desenvolvimento local e regional.
É hora de pensar grande, acreditar em nossa cidade, investir no desenvolvimento.
Não podemos perder esta chance, que talvez será única na história da existência de Cerro Largo. Talvez com a vinda da Universidade, a cidade ofereça condições para os cerrolarguenses que queiram voltar para seu chão.
porto alegre-RS