Reportagens
24 de Dezembro de 2007 Professor Zeferino Perin fala sobre a Universidade Federal nas Missões
Zeferino Perin é vice-presidente do Comitê da Mesorregião
O professor universitário Zeferino Perin acompanha o projeto da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul desde o seu início, há cerca de oito anos. Ligado ao campus de Erechim da URI, ele começou a trabalhar com os conselhos regionais de desenvolvimento o projeto da macrorregião Norte e, posteriormente, o trabalho foi ampliado, delimitando a mesorregião da fronteira do Mercosul. Perin foi presidente do Comitê da Mesorregião até julho deste ano, quando passou o cargo a Célio Bonetti, liderança educacional do Sudoeste paranaense. Atualmente, ocupa a vice-presidência do Comitê e, como tal, integra a Comissão da Universidade Federal da Mesorregião, ligada ao Ministério da Educação (MEC), acompanhando desde o princípio as tratativas para a nova instituição de ensino superior.
Segundo Perin, o projeto da Mesorregião é mais antigo e o trabalho em torno da criação da Universidade Federal decorre disso. Segundo ele, muitas discussões foram feitas e a definição pela criação da instituição de ensino superior somente ocorreu devido a uma forte participação de lideranças das regiões Sudoeste do Paraná, Oeste de Santa Catarina e do Norte do Rio Grande do Sul conseguiram se articular de forma eficiente. "A articulação entre essas regiões cresceu e formou-se um clima favorável, com muito diálogo. Esse foi um avanço considerável. Primeiro definiu-se a base territorial, com a Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul sendo instucionalizado pelo Governo Federal no dia 22 de fevereiro deste ano. Agindo isoladamente, cada região não conseguiria esse avanço e nem haveria condições de implementar a universidade", afirma.
UNIVERSIDADE - Quanto a criação da Universidade Federal da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul, Perin salienta que trata-se de um projeto que não é fácil de ser concedido, pois é uma decisão bastante complexa. Cita como movimentos decisivos nesse processo, a mobilização popular e política de toda a região envolvida", comenta.
Zeferino Perin acentua que o primeiro documento apresentado pelo MEC, após diversas audiências, previa a implantação de três campi, sendo um em Santa Catarina, onde estaria a sede, um no Paraná e outro no Rio Grande do Sul. "Posteriormente, com a mobilização regional, pleiteando novos campi, definiu-se que o Rio Grande do Sul teria duas sedes", frisa.
Além disso, a Universidade, conforme o documento do MEC, abrirá suas atividades com 14 cursos, sendo seis em Santa Catarina, quatro no Rio Grande do Sul e quatro no Paraná. "A sede e os dois cursos a mais para Santa Catarina foram decididos tendo em vista, primeiramente, a questão geográfica, pelo estado estar centralizado em relação à Mesorregião. Em segundo lugar, porque Santa Catarina conta com apenas uma instituição federal de ensino, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul possuem número maior", esclarece.
Ele salienta ainda que já foi feita uma reivindicação junto ao MEC para que, numa segunda etapa, o projeto contemple 30 cursos. Com relação aos prazos de implantação, Perim destaca que para a efetivação completa do projeto acredita-se que em três ou quatro anos o trabalho esteja concluído. "O Plano Plurianual de investimentos do Governo Federal contempla a efetivação total da Universidade da Mesorregião nesse período. O orçamento completo é de R$ 120 milhões".
CAMPI - Zeferino Perin afirma que o Rio Grande do Sul reivindicou e conseguiu dois campi, um para a região de Erechim e outro para as Missões, mas que o orçamento continuará o mesmo, apenas sendo dividido.
Com relação a definição da sede regional das Missões em, Cerro Largo, Perim frisa que o MEC criou uma comissão representativa, formada por representantes da Universidade de Santa Maria, Universidade de Santa Catarina, mais 11 representantes de organizações regionais, que examina as matérias relativas à nova instituição. "A definição ficou a cargo da organização regional que trabalha o projeto e a indicação de Cerro Largo não recebeu qualquer tipo de questionamento dentro da Comissão Mesorregional. Logicamente que a última palavra é do MEC, mas a Comissão referenda a indicação regional".
EXTENSÕES - Já com relação a possíveis extensões regionais, Zeferino Perin é claro em afirmar que isso não está contemplado no projeto original desenvolvido com a coordenação do MEC. "Esse projeto nasceu com os quatro campi, o RS conseguiu dividir em dois campi, mas existem outras regiões pleiteando a instalação. Assim, a lógica do projeto indica que numa etapa posterior seria mais indicada a instalação dos campi em outras regiões ainda não contempladas, como Ijuí, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Vacaria e Soledade, em vez de extensões microrregionais. Tudo que foi discutido nas comissões até agora foi nesse sentido, de priorizar as demandas regionalmente e não individualmente de cada município. Seria maravilhoso um campus em cada município, mas não há condições para isso", enfatiza.
CURSOS - Outra dúvida regional está relacionada aos cursos que seriam implantados na Universidade Federal da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul e Perim diz que o primeiro passo foi o levantamento das áreas de conhecimento possíveis de serem contempladas e quase todas as microrregiões apontaram a área de ciências agrárias como a mais indicada, pois as suas economias estão embasadas no setor rural. "Essa seria a prioridade apontada por enquanto. Mas a questão está sendo discutida. Por exemplo, Erechim e Cerro Largo podem ter os mesmos cursos, pois são demandas diferentes. Alunos de Cerro Largo não sairão de lá para estudar em Erechim e vice-versa".
Indagado quanto a possibilidade de ser contemplado um curso de Medicina, Perin observa que isso é muito difícil. "Implantar um curso de Medicina sempre é complicado, ainda mais numa instituição nova, que está se organizando, é muito mais difícil. Chapecó indicou um curso da área de saúde como prioritário, mas em nenhum momento alguém falou em Medicina. Em janeiro teremos uma nova reunião para tratar sobre as áreas de cada campi, mas não acredito que seja indicado Medicina".
PRAZOS - Perin conta que a previsão do MEC é que a parte burocrática do projeto seja vencido em 2008 e que as atividades tenham início no segundo semestre de 2009. "Logicamente dentro da primeira etapa a que me referi anteriormente".
Ele salienta que depois de ser concluída a parte burocrática, o projeto será encaminhado ao Congresso para autorizar a instalação da infra-estrutura e os procedimentos de contratação de pessoal. "Ainda não tem nenhuma definição do número de professores a ser contratado, pois vai depender da quantidade de cursos. Todas as contratações serão feitas mediante concurso público".
Fonte: A Tribuna Regional
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01.04.2008
de Redação
para Internautas
Nas últimas semanas enfrentamos problemas técnicos, já superados, que estavam impedindo a atualização do site. Agora estaremos atualizando-o pelo menos uma vez por semana. Obrigado pela compreensão.
Cerro Largo-RS
29.03.2008
de ELCIO
para FOLHA DA PRODUCAO
EU SAI DE CERRO LARGO A 3 ANOS ESTOU VIVENDO EM MORRO REUTER E ESTOU GOSTANDO DAQUI E TENHO MUITA SAUDADE DE LA E DOS MEUS AMIGO
MORRO REUTER-RS
24.03.2008
de julio mello
para blogdofranqui.zip.net
Já que vcs são parceiros eu pergunto como posso deixar algumas noticias da Assaf de Santa Cruz? Aguardo retorno um abraço
santa cruz do sul -RS
14.03.2008
de JAIRO BEAL
para BLOG DO FRANQUI
SOU DE SANTA ROSA E ESTOU JOGANDO FUTSAL NA ITALIA ACOMPANHO SEMPRE SEU SITE FUI CAMPEAO DA TACA NOROESTE DE FUTSAL PELA VDR UM ABRACO JAIRO BEAL O SITE DO TIME E WWW.CANUSIUMCALCIOA5.IT SE POSSIVEL COLOQUE ALGUMA REPORTAGEM UM ABRACO JAIRO BEAL
CANOSA ITALIA-RS
18.02.2008
de Jair Francisco Finger
para Direção da (ACLE)
Quero Parabenizar a diretoria da (ACLE) pelo esforço em confirmar a partipação no Estadual..Muito bom para minha bela Cerro Largo...acompanho sempre..Jair Finger....Foripa...Florianópolis..SC.....
Cerro Largo-RS
18.02.2008
de Pedro Henrique
para leitores
Acho válida a mobilização da cidade em tentar manter-se nas competições de FUTSAL para este ano de 2008 (referente notícia veiculada no site da folha da produção). Cabe porém perguntar: " O que está sendo feito pelo poder público e empresas locais para "forçar" de vez a vinda da Universidade Federal para Cerro Largo?????? Será que esta mesma energia está sendo dispendida para rebater os argumentos das cidades concorrentes que querem impugnar a escolha de Cerro largo??????? "
Creio que esta oportunidade não deverá ser desperdiçada, e que, tomara, seja realmente a universidade uma propulsora do desenvolvimento local e regional.
É hora de pensar grande, acreditar em nossa cidade, investir no desenvolvimento.
Não podemos perder esta chance, que talvez será única na história da existência de Cerro Largo. Talvez com a vinda da Universidade, a cidade ofereça condições para os cerrolarguenses que queiram voltar para seu chão.
porto alegre-RS
